quinta-feira, 26 de agosto de 2010





POESIA BRASILEIRA




A poesia é algo assim
Como uma dúbia certeza,
Aposta de um tudo
No oco intraduzível do nada,
Algo como a luz-menina dos olhos
Entreabrindo a opacidade,
Sumo delicado
Espremido de alegrias
E enfermidade,
Efemérides
E ainda um certo milagre,
Pérola pescada -
Insípida borboleta dos dias
Pela magia do verbo eterno
Encantada.


(Fernando Campanela)




Falar da poesia Brasileira é como falar da música do Brasil, não é uma tarefa fácil, pois o Brasil é uma terra rica em poetas como o é em músicos. E sempre que se fala sobre esse tema pecamos por esquecer alguém ou algum fato importante.
Essa pesquisa, não tem a ousadia de se intitular sabedora de toda história da poesia no Brasil, ela é feita apenas pra dar uma pincelada sobre seus principais momentos e sobre os poetas que representam esses momentos.
Por esse motivo divirta-se e colabore com curiosidades, ou com que você acha que ficou faltando.
Comecei essa pesquisa procurando saber como estava classificada a poesia brasileira.
A poesia no Brasil foi dividida em períodos.
São eles:
Quinhentismo (1500-1600)
Barroco (1601-1768)
Arcadismo (1769-1789)
Romantismo (1790-1921)
Modernismo (1922-1945)
Pós-Modernismo (1945-
Parnasianismo



QUINHENTISMO

Quinhentismo é chamado os 1ºs 100 anos após o descobrimento. Seu representante maior foi o jesuíta José de Anchieta, que escreveu poemas líricos e épicos.
Ele escrevia poemas em homenagem a Virgem nas areias da praia.


BARROCO

Esse período foi marcado por um estilo mais rebuscado.
Nessa época abusou-se das figuras de linguagem na poesia.
Ela tinha características nativistas, líricas e enaltecia a mulher, o feminino.
Bento Teixeira inaugurou esse período com seu poema épico chamado Prosopopéia.
O poeta Gregório de Mattos também foi destaque.


ARCADISMO.

Foi chamado também de Escola Mineira. Era praticado por um grupo de intelectuais que incluía os inconfidentes.
Inicia-se com a publicação de “Obras Poéticas”, de Cláudio Manoel da Costa, e se encerra com o fim trágico da Inconfidência.
São destaques:
Tomás Antonio Gonzaga, Silva Alvarenga, Santa Rita Durão e Basílio da Gama.


ROMANTISMO.


1ª metade do século XIX. Em 1836 Gonçalves de Magalhães publica seu livro “Suspiros Poéticos e Saudades”, iniciando assim o Romantismo no Brasil.
A primeira Geração Romântica é caracterizada pela chamada poesia indianista, extremamente nacionalista.
Já a segunda Geração Romântica, caracterizou-se pela melancolia. São seus representantes Fagundes Varela, Álvares de Azevedo entre outros.
Mais tarde seus poetas valorizavam a poesia engajada em lutas sociais, seu maior destaque foi Castro Alves, cujos poemas abordavam a causa da Abolição da Escravatura. É dessa época a famosa poesia “Navio Negreiro.”
Gonçalves de Magalhães é considerado o precursor do Romantismo no Brasil, mas a originalidade de Joaquim de Souza Andrade, o Sousândrade prenuncia o simbolismo e o surrealismo deixando-o à frente de seu tempo.
O Simbolismo não foi demarcado como um período na poesia Brasileira, ele começa em 1893 com a publicação de dois livros “Missal” (prosa) e “Broquéis” (poesia), do poeta Cruz e Souza, e vai até 1922, quando se realiza a Semana da Arte Moderna. Alphonsus de Guimarães foi destaque no Simbolismo.


MODERNISMO.


Foi um movimento renovador, de idéias modernistas, e a publicação de obras que rompiam com o tradicional.
A Semana da Arte Moderna marca essa data.
Destacam-se os poetas Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Raul Bopp, Ronald de Carvalho entre outros.
O modernismo teve uma segunda fase, após essa quebra com o convencional, o verso livre foi símbolo da sensibilidade de um novo tempo.
A poesia dessa época caracterizou-se como de questionamento.
Seus destaques:
Carlos Drummond de Andrade, considerado o maior poeta brasileiro de todos os tempos, Jorge de Lima e Silva, Murilo Mendes, e a grande poetisa brasileira Cecília Meirelles.


PÓS-MODERNISMO.


Esse período corresponde ao que se chama de plenitude, fechamento. Foi chamado de um movimento contra-cultural, de vanguarda e pós-vanguarda.
O pós-moderno, é caracterizado pelo fim da “estética da ruptura”, foi considerado a revalorização do saber. Seus poetas partem para uma poesia mais equilibrada.
Destaque para Adélia Prado, Manoel de Barros e Ferreira Gullar.
Uma das frases que tornou célebre e caracteriza esse período é:
"Uma geração só começa a existir no dia em que não acredita nos que a precederam, e só existe realmente no dia em que deixam de acreditar nela.”

PARNASIANISMO.


Na poesia parnasiana, a linguagem era um trabalho artesanal, sua perfeição e virtuosismo tinham uma tendência à transitoriedade e isolamento.
Nessa época a diferença de classes no Brasil era profunda e a literatura expressava essa diferença.
Como era uma poesia requintada, passou a ser vista como poesia da classe dominante, desempenhando assim um papel social.
Essa poesia caracterizou-se pela excessiva preocupação com a forma e a objetividade.
Seus principais representantes:
Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Raimundo Corrêa e Alphonsus de Guimarães.


Esse é um pouquinho da história da poesia brasileira, não estão aqui muitos grandes poetas brasileiros, os chamados imortais, como Mário Quintana, Vinícius de Moraes, e outros, mas não se preocupem eles terão um capítulo à parte na nossa história.
Um beijo a todos!





FONTES DE PESQUISA;


http://lusofoniapoetica.com

domingo, 22 de agosto de 2010

Uma breve introdução.

A poesia ilumina todas as épocas da história da humanidade.
Ela é um elemento primordial inerente ao ser humano, pois o homem sempre transformou seus sentimentos em linguagem poética.
Seu aparecimento confunde-se com o aparecimento da própria linguagem.
Quando tinha 11 anos disse a alguém que não gostava de poesia e então ganhei um livro de Manuel Bandeira. Nem preciso dizer o resultado apaixonei-me por aqueles versos meio estranhos, às vezes sem rima, mas que traduziam sentimentos que eu não sabia expressar.
E, por tudo isso, resolvi pesquisar Poesia.


Em 1º lugar, procurei saber o que era poesia e digitei “dicionário”, no google, abri a opção dicionário da web, digitei “ define: poesia” Encontrei duas ótimas definições:

“A poesia ou gênero lírico, é uma das 7 artes tradicionais, onde a linguagem humana é usada de forma estética”.
“É a arte de escrever em versos, o que há de comovente nas coisas, seres, ações e acontecimentos”.

Depois disso quis saber o que os poetas pensavam de poesia e digitei “frases sobre poesias”. Achei algumas bem interessantes no site http://www.pensador.info/frases

“A poesia é mais profunda e filosófica do que a história” Aristóteles.
“Poesia são pensamentos que respiram e palavras que queimam” Thomas Gray
“É tão fácil ser poeta e tão difícil ser homem” Maiakowski


A partir daí me dediquei à pesquisa da poesia brasileira.
Fiz essa pesquisa nas bibliotecas tradicionais e digitais. Na tradicional tive ajuda da bibliotecária e foi bem mais fácil o acesso das obras , tanto das que se dedicavam a falar da história da poesia, quanto as dos poetas.
Na biblioteca digital, eu mesma tive que procurar as obras e não foi uma tarefa muito fácil, devido a minha ignorância a respeito do acesso a essas bibliotecas, tanto como a complexidade deste acesso.
Para acessarmos uma biblioteca digital, precisamos digitar “bibliotecas digitais” num site de busca, no meu caso o google. Abre várias opções. Acessei a Biblioteca Nacional Digital depois cliquei em “pesquisa”, essa pesquisa pode ser feita por índices como: autor, título, assunto, etc..., ou pode ser feita por palavras do autor, do título.
Cliquei em” assunto” e digitei poesia brasileira, abriu vários links onde era possível escolher o autor, o livro e até o manuscrito. Foi muito interessante. Consegui pesquisar sobre a origem e os períodos da poesia brasileira.
Não acho que a navegação por esses sites seja uma coisa muito fácil de fazer e com certeza muitos acharão dificuldades em encontrar o que procuram, porque é necessário ser bem específico às vezes.
O bom da biblioteca digital é que pode ser acessada a qualquer hora e em qualquer lugar, transcendendo o conceito de espaço e tempo. Além disso, o volume de obras é indiscutivelmente maior do que as tradicionais e pode ser acessado por qualquer pessoa e várias pessoas ao mesmo tempo, que não é possível na biblioteca tradicional.
No caso da BND, podemos acessar partituras, fotografias, livros raros e até manuscritos, somente com um click. É fantástico, mas eu continuo achando que muitas pessoas vão ter dificuldades em fazer isso sozinhas
Comparo a biblioteca digital com uma caixinha mágica, está tudo ali, mas é preciso dizer a palavra certa. Se você fizer isso, ABRACADABRA é possível visualizar qualquer coisa desejada.
Na biblioteca digital Domínio Público, achei o acesso mais fácil, mas não se compara ao nível da BND. Na DP, existem alguns destaques na página inicial, como “Machado de Assis”, entrando ali há vários links que nos levam para as obras comentários em jornais da época etc... Achei bem interessante.
Nesta biblioteca é possível acessar por conteúdo, teses e dissertações e por nome do autor.
Também dá para escolher o tipo de mídia; imagem, som, texto ou vídeo.
É preciso preencher um campo obrigatório.
Nesta biblioteca eu pesquisei os autores mais importantes de cada período da poesia brasileira.
Escolhi a mídia texto, categoria literatura, autor Manuel bandeira, por exemplo. Clicando sobre a obra desejada é possível visualizar e fazer downloads.

Saindo um pouco fora da minha pesquisa, tenho uma dica interessante. Cliquei na opção bibliotecas brasileiras, onde a escolha é feita por ordem alfabética, e acessei a Biblioteca Virtual dos Direitos Humanos, é muito interessante.
Nela há vários sites como os da ONU, UNESCO, FAO, WIPO, OMS, OEI, OIT, OEA, Justiça internacional, Direitos Humanos no Brasil, e muitos outros bem interessantes:

Sites consultados :


www.dominiopublico.gov.br

sábado, 24 de abril de 2010

terça-feira, 20 de abril de 2010

A alegria de ensinar.

Minha filha Vanessa e suas colegas indo para a escola.
Hoje, enquanto assistíamos um vídeo no pólo,eu fiquei pensando: será que todos nós temos a consciência de que estamos estudando para sermos educadores?
Será que queremos ser?
Quais os métodos para melhor ensinar/educar? Quais os mais criativos?
Então pensei que poderíamos postar aqui, quais os melhores métodos que conhecemos, aqueles que ouvimos falar, aqueles que já foram testados ou os mais eficazes, qual a melhor maneira de atingirmos nosso aluno, de despertar a sua curiosidade por aquilo que está sendo ensinado.
Mas tudo isso de maneira informal, afinal somos aprendizes.
Vou começar com uma muito importante, que é a "ALEGRIA", mas não sou eu quem vai falar, é alguém muito conhecido dos educadores(e aprendizes).
"A alegria não chega apenas no encontro do achado
mas faz parte do processo da busca
E ensinar e aprender
não pode dar-se fora da boniteza
e da alegria."
Paulo Freire